Uma cena comum, um problema antigo: Cadeirante enfrenta mais um obstáculo no ônibus da “Viação Itamaraju”
Um episódio lamentável e revoltante marcou a chegada de um turista cadeirante a Itamaraju e reacendeu o debate sobre acessibilidade e respeito às pessoas com deficiência. O jornalista “Alexsandro Vieira” flagrou com exclusividade uma cena triste, infelizmente comum, envolvendo a “Viação Itamaraju”, no momento em que um passageiro cadeirante precisou ser carregado para dentro do ônibus da linha Guarani x Centro, devido à falta de funcionamento do elevador de acessibilidade do veículo.
A vítima do transtorno foi “Adailton Marques dos Santos”, de 57 anos, cadeirante, que desembarcou na cidade de Itamaraju, para passar o Ano Novo ao lado de familiares. As imagens registradas mostram o momento em que o senhor Adailton é literalmente erguido por populares, juntamente com sua cadeira de rodas, para conseguir acessar o interior do ônibus. Segundo testemunhas, o elevador do veículo não funciona há muito tempo, situação que já teria se repetido em outras ocasiões.
A cena gerou indignação entre as pessoas que estavam no local. Mesmo com boa vontade e solidariedade, os populares se viram obrigados a realizar um procedimento arriscado, tanto para o cadeirante quanto para quem ajudava, evidenciando a total falta de estrutura e preparo da empresa responsável pelo transporte.
Nossa equipe de reportagem conversou com exclusividade com o senhor “Adailton Marques”, que relatou profunda decepção e constrangimento. Natural de Itamaraju, ele mora há muitos anos em Vitória, no Espírito Santo, e retornou à terra natal com a expectativa de rever familiares e celebrar o início de um novo ano. No entanto, foi recebido com um cenário que, segundo ele, fere a dignidade humana.
Em seu depoimento, emocionado, Adailton destacou que situações como essa não deveriam mais acontecer nos dias atuais. Ele ressaltou que pessoas com deficiência têm direitos garantidos por lei e que o transporte público precisa, obrigatoriamente, oferecer condições adequadas de acesso, segurança e respeito. Para ele, o episódio não foi apenas um transtorno pessoal, mas um retrato do descaso enfrentado diariamente por cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
O caso levanta questionamentos sérios sobre a fiscalização, a manutenção dos veículos e o compromisso da empresa de transporte com a inclusão. A legislação brasileira é clara ao determinar que ônibus devem estar equipados e em perfeito funcionamento para atender passageiros com deficiência, o que, na prática, muitas vezes não acontece.
Fica o apelo para que os órgãos competentes tomem providências urgentes e para que a Viação Itamaraju se manifeste sobre o ocorrido. Mais do que um problema técnico, trata-se de respeito, dignidade e cidadania. Situações como essa não podem continuar sendo tratadas como algo normal.
Em seu depoimento final, o senhor Adailton desabafou:
“A gente não quer favor, quer respeito. Acessibilidade não é luxo, é direito.”
A reportagem segue acompanhando o caso.
Por-Alexsandro Vieira/ItamarajuUrgente
